10.04.2006

a carroça.

com essa história de viagem, naturalmente se tem aquela ânsia de ficar arrumando as coisas. quanto mais você remexe e procura, mais você se lembra de que existem mais coisas a serem encontradas, e o negócio vira uma bola de neve.

eu me esqueço de quanto papel eu guardo. me esqueço de que sou cheia de tesouros que fui colecionando com cuidado enquanto adolescente: cartões postais, papéis de seda, laços, fitas, embalagens, velas, caixas bonitas, moedas antigas e estrangeiras, porta-retratos (sem retratos), chaveiros, entradas de cinema, cartas e cartões, dicionários (sem falar em todos os outros livros), pinturas e gravuras, minhas preciosas máscaras de vários cantos do mundo (sem falar no entulho de material de desenho: cadernos, quadros, pincéis, estojos de tinta e lápis de cor, papéis, papéis, papéis).

também tropeçei em um monte de álbum de fotografia. coisa desde a época do namoro e da festa de casamento dos meus pais até minha viagem pra ouro preto, salvador e brasília em 2003 (quando eu parei de revelar fotos). não resisti e escaneei algumas coisinhas, aha.

difícil acreditar que um dia eu fui desse tamanho.

às vezes eu esqueço que papai é um fotógrafo sensacional. aliás, qualquer talento artístico que eu tenha é por causa dele.

olha o gatão aí. minha foto favorita dele. (meu deus, eu amo esse cabelo.)

na manhã do ano novo de 2000. amanda vai me matar por causa dessa, mas olha só a carinha feliz dela.

aniversário de seis ou sete anos da amanda, e minha mãe muito linda nesse dia.

assim, essa é pra passar vergonha. mas eu também gosto de ficar olhando pras nossas caras de minino réi, antes de vestibular e faculdade, de mestrados e formaturas, a vida era tão mais fácil, a gente era feliz e não sabia.

tocaias!♥ brasília, 2003, rumo ao ENEA-ouro preto. olha nossa cara lavada. não que eu esteja no ápice da maturidade e da vida adulta (não mesmo, hahaha), mas a gente parecia tão nova aí.

postei também uma de que gosto muito no fotolog. amanda-toquinho-deslumbrada é a coisa mais linda.

acabei indo dormir quase 5h da manhã, espirrando e cansada, com o quarto de cabeça pra baixo e cheio de tralha imprestável no chão. esse frenesi de hoje em dia sempre oprime a menina que fui, zelosa pelos momentos simples e preciosos. e é nesses pequenos tesouros, escondidos nos armários e gavetas, que eu reencontro essa menina.

Nenhum comentário: